# paisagemfabricada

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Tag "sonhos"

Ok, sonhei que eu trabalhava para um vampiro e havia uma distinção entre seus empregados: os do mal-mal e os do bem. Eu era do bem. Daí eu tinha que ir a uma montanha onde deusas de pedra matavam todos que tentavam trafegar por sua encosta. Várias pedras se juntavam e formavam um ser meio antropomórfico que deslizava pela montanha e ia matando as pessoas. Ao chegar lá, descobri que elas eram imortais, já que a deusa era a própria montanha. Explorando o local, descobri uma passagem secreta, onde havia várias fantasias bizarras que nada tinham a ver com a história. Lá dentro, uma empregada do mal guardava e administrava o local. Ao vasculhar a passagem secreta, encontrei uma porta emperrada. Desemperrei e entrei em uma espécie de resort *dentro da montanha* com piscinas, sol e toda a mordomia do mundo. Saí correndo para a piscina junto com mais outros empregados do bem e me transformei em um macaco (mais para chimpanzé). Ficamos brincando e tudo o mais, até que eu vi duas irmãs gêmeas do outro lado da piscina, loiras e de biquini. Perguntei quem eram. Responderam que elas não eram mulheres per se, mas possuíam os dois sexos, alternando quando quisessem. Voltamos para a farra na piscina e, aí, tentei me transformar em um cisne. Durante a transformação, ficou a dúvida se usava o Pato Donald como referência ou o próprio animal. Optei pelo animal. Fui nadar, só que o meu cisne estava meio torto e a minha cabeça ficava mais dentro do que fora da água. Voltei ao estado normal e avisei a empregada do mal: “eu vou é morar aqui a partir de agora, e não naquele castelo sombrio”.

Acordei. E parabéns!

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PombaGira

O ombro se mexeu descompassado das pernas, que tentavam andar normalmente pelas ruas. Mais uma vez. E de novo. Estranho. De repente, ambos os ombros começaram a se mexer para frente e para trás, em um ritmo crescente mas sem muito controle. Pelos movimentos, dava-se para ver as batidas dos tambores. “É a pombagira”, pensei. E bate de novo. No meio da rua, em um país estrangeiro, a pombagira tentava entrar em meu corpo e me mostrar uma outra visão. “É melhor me jogar no chão para facilitar ela entrar”. Me joguei. Em questões de segundos, percebi meu raciocínio mudando: não era mais eu no controle, mas sim um outro alguém usando a minha estrutura física. Por segundos, senti-me incorporado por uma entidade que tem uma visão bastante particular do mundo. Ninguém ao meu redor nessa terra estrangeira entenderia. A visão deles não possibilita interações além planos físicos. Mas a pombagira foi até lá para mostrar que, sim, era possível.

Na véspera do meu aniversário, fui tocado por uma pombagira.

 

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