Categories
diga-me

Estado evaporado

Na parte rica da cidade (demográfica e espacialmente mínima) o Estado atua, mas é dominado pelos interesses privados, como mostra Mariana [Fix]. No restante, na maior parte do espaço urbano, onde mora a maioria, o Estado e a lei são quase totalmente ausentes. Conclusão: o Estado se evaporou. Os governos estadual e municipal, mesmo na administração do PT, participam docilmente da produção do espaço do bairro por meio de operações urbanas (há ainda os que acreditam nelas por causa do Estatuto da Cidade), legislação urbanística e especialmente por meio de obras viárias monumentais que incluem até uma linha de trem urbano com ar-condicionado e estações com escadas rolantes.

(Flávio Villaça, no prefácio de “São Paulo cidade global – fundamentos financeiros de uma miragem”, de Mariana Fix)

Categories
diga-me

Tecnoelite

As elites aprendem fazendo e com isso modificam as aplicações da tecnologia, enquanto a maior parte das pessoas aprende usando e, assim, permanecem dentro dos limites do pacote da tecnologia.

(Manuel Castells, em “A sociedade em rede”)

Categories
diga-me

Produzindo

Tornai produtivos os segredos

(Joseph Beuys)

Categories
diga-me

Gullar

Apenas um pouco mais tarde a divergência dos neoconcretos se manifestou, mas a separação se deu por iniciativa, eu diria quase exclusiva, de Gullar, que era muito egocêntrico.

(Augusto de Campos, in “Hans Ulrich Obrist – Entrevistas Vol. 2”)

Categories
diga-me

Mashups

É que nem os Sex Beatles

(Isabel Colucci, misturando Sex Pistols com The Beatles)

Categories
diga-me

A morte

Morrer é dormir em um sonho

(Pedro Markun depois de uma associação de ideias minhas)

Categories
diga-me

Saudades

É tipo saudades do futuro

(Edson Mackenzy)

Categories
diga-me

My brain

A computer, with the passing of time, ends up looking like its owner’s brain. It does it more and better than other more traditional media, e.g., diaries, notebooks or, on a more abstract level, paintings and novels.

(0100101110101101.ORG)

Categories
diga-me

Palco

Always have a reason, a problem, a cause for appearing on the stage

(Madame Ouspenskaya, citada por Lee Strasberg)

Categories
diga-me

Gambiarra

A gambiarra é, sem dúvida, uma prática política. Tal política pode se dar não apenas enquanto ativismo (ou ferramenta de suporte para ele), mas porque a própria prática da gambiarra implica uma afirmação política. E, consciente ou não, em muitos momentos, a gambiarra pode negar a lógica produtiva capitalista, sanar uma falta, uma deficiência, uma precariedade, reinventar a produção, utopicamente vislumbrar um novo mundo, uma revolução, ou simplesmente tentar curar certas feridas abertas do sistema, trazer conforto ou voz a quem são negados. A gambiarra é ela mesma uma voz, um grito de liberdade, de protesto ou, simplesmente, de existência, de afirmação de uma criatividade inata.

ROSAS, Ricardo. 2006. Gambiarra – alguns pontos para se pensar uma tecnologia recombinante. In Caderno Videobrasil #2. p. 47