# paisagemfabricada

Catarseando: vídeos bacanudos

E é comum termos aquela sensação de que temos que mudar o mundo, mas não sabemos por onde começar. Então, lembre-se: talvez existam pessoas que saibam como, e só precisam de um empurrãzinho seu para atingir a tão almejada mudança.

Se você ainda não conhece, eu já falei sobre o Catarse várias vezes por aqui. Por meio dele, vários projetos legais saíram do papel, como o Cidades Para Pessoas (que, agora, até virou meu vizinho), o Ônibus Hacker, o Festival BaixoCentro e o queridíssimo Pimp My Carroça. E tantos outros. O Catarse é uma poderosa ferramenta para fazer com que mesmo aquele projeto minúsculo-fundo-de-quintal consiga a verba necessária para ser realizado. Todo mundo fazendo o melhor para produzir, construir e, afinal, mudar.

O lance é que, às vezes, muitos projetos bem legais ficam perdidos na quantidade de tantos outros por aí. Muita informação e poucos filtros. Por causa disso, farei uma seleção de projetos que considero bacanudos e que envolvam os novos fazeres, as novas tecnologias e as novas preocupações do mundo contemporâneo. Serão algumas indicações, vez ou outra, para que você saiba onde investir aqueles R$ 10 economizados das caronas que você pegou em vez de usar o seu carro, ou do restaurante por quilo que ficou mais barato por causa da sua alimentação mais saudável.

Hoje, focarei na produção audiovisual: filmes, curtas, documentários e até equipamentos em hardware livre. São quatro projetos que, creio, valem o investimento e que são necessários sair do papel.

Vamos lá!

Domínio Público

Os investimentos que acontecem no Rio de Janeiro por causa dos jogos esportivos (Copa e Olimpíadas) são extraordinários. A cidade virou um canteiro de obras para deixar tudo pronto para 2014, quando a Copa ocupará os estádios e trará milhares de turistas para a capital carioca. No meio disso tudo, porém, a população de baixa renda está sendo severamente afetada – e ninguém fala nada. O documentário “Domínio Público” quer criar um registro histórico do que acontece nos morros e favelas cariocas por causa das mudanças causadas pelas obras em infraestrutura. Mesmo que se não consiga mudar a situação, já por deixar esse registro para a história o projeto vale o seu investimento.

Pinheirinho um ano depois

Enquanto o Rio passa por desapropriações por causa da Copa, São José dos Campos passou por uma desocupação que assustou o Brasil inteiro. Centenas de famílias carentes tiveram suas casas destruídas e precisaram abandoná-las da noite para o dia por causa de uma ordem judicial. O que deveria ser um trabalho de assistentes sociais e com encaminhamento já adequado, virou uma operação policial violenta e chocante. O documentário quer mostrar as condições que as famílias expulsas da área passam hoje, um ano depois do acontecimento. Como diz o senador Eduardo Suplicy, “é muito importante nós termos conhecimento dos episódios tristes de quando foi realizada a reocupação do Pinheirinho, uma vez que ocorrem dezenas de casos como esses a cada mês, a cada ano, sem que se dê a devida atenção aos direitos sociais dessas pessoas, dessas famílias.”

Floresta Vermelha

Um filme de ficção brasileiro (já começa bem) feito exclusivamente com softwares e hardwares livres (ficou melhor!). E, mais ainda, com o que pode ser considerada uma câmera Super 8 digital (genial!). O projeto não é só legal pelo resultado, mas também pelo conteúdo que será produzido graças às experiências dos participantes. Toda a equipe está se aventurando no projeto, ou seja, não possuem grandes experiências profissionais nas áreas que atuarão. Mas eles prometem deixar o registro de todas as descobertas (especialmente sobre os percalços com os programas e aparelhos) para que outras pessoas possam fazer o mesmo. Experimentando e compartilhando! Quer mais?

Simulacro, o Filme

Faltam apenas quatro dias para acabar a arrecadação! E a grande pergunta por trás do documentário é: por que as pessoas se tornam tão viciadas em jogos de simulação, estratégia e RPG (Role-Playing Game)? A ideia é explorar a vida desses jogadores e tentar entender um pouco dos motivos que fazem os games (uma indústria que cresce cada vez mais no Brasil) tão populares em certos nichos.

E aí? Em qual(is) deles você vai investir?

Ilustração feita por Pablo Carranza, que faz parte do livro “Se a vida fosse como a internet

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