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Uma cidade colaborativa

O sucesso do sistema de financiamento coletivo pode ser percebido no mundo inteiro. Pelo Brasil, vimos o Festival Baixo Centro acontecer, um ônibus hacker surgir e até o vizinho Cidades para Pessoas ser criado (e que, por sinal, está com a arrecadação aberta para a segunda fase). E se usarmos esse mesmo mecanismo para melhorar as cidades que moramos?

Várias iniciativas ao redor do mundo modificaram algumas regiões das cidades graças ao apoio de diversos cidadãos. O site The Pop-Up City fez um artigo com alguns exemplos e demonstra que esse tipo de mecanismo está cada vez mais forte e atuante. Foi o que aconteceu em Nova York. Um grupo que sofria com o verão na maior metrópole do mundo desenvolveu diversos filtros que tornam a água do rio Hudson limpa o suficiente para se nadar e se refrescar durante o calor. É um piscina flutuante de frente para Manhattan. Em pouco tempo, uma empresa de engenharia se tornou parceira e eles arrecadaram o dinheiro suficiente em apenas 6 dias.

Já em Roterdã, na Holanda, uma empresa de arquitetura em parceria com os organizadores da Bienal sobre o tema estão angariando fundos para construir uma passarela temporária que liga duas regiões da cidade cortadas por grandes avenidas de alto tráfego. É o jeito que o projeto I Make Rotterdam achou para não só trazer mais pessoas ao evento, mas para criar a consciência e a cultura para reestruturar a cidade com o foco nas pessoas. Cada apoiador ainda poderá colocar o seu nome em um trecho da passarela, como se eles fisicamente fizessem parte da construção.

Uma outra iniciativa, mas dessa vez em Londres, também ajuda a melhorar algumas regiões das cidades. O Spacehive é uma plataforma de financiamento coletivo apenas para projetos que envolvam comunidades ou bairros. É um meio para juntar a demanda por parte dos moradores de uma região com a forma de viabilizar. Dessa maneira, centros comunitários, pesquisas sobre como tornar algumas regiões mais felizes ou réplicas do busto da rainha Elizabeth (!!) são viabilizados engajando a comunidade que usufruirá da mudança. O site aparenta estar um tanto quanto abandonado (a última postagem em seu blog é em julho), mas ainda assim pode ser usado como exemplo de que é tendência usar o financiamento coletivo para melhorias em bairros e cidades.

Quando surgem projetos de interesse público que buscam angariar fundos coletivamente para acontecer, não consigo não pensar em quanto seria genial se pudéssemos também opinar desta forma no orçamento de nossa cidade ou subprefeitura. Vários projetos com os quais estamos contribuindo poderiam ser realizados com os impostos que já pagamos, sem precisarmos recorrer a outras alternativas para financiá-los.

Mas, enquanto isso não acontece, já pensou em reformar a praça em frente a sua casa?

1 comment
  1. Por uma cidade de código aberto - Paisagem Fabricada says: %d 10UTC %B 10UTC %Y%H:%M 11Mon, 10 Sep 2012 23:34:56 +000056.

    […] nessas ainda de discutir uma cidade colaborativa, caí em um artigo sobre um sonho em que o protagonista era um DJ. Não um qualquer, que discoteca […]

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