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Festival Internacional CulturaDigital.BR: mande seu projeto!

Congressos, fóruns, seminários, simpósios e tantos outros eventos marcaram a trajetória da cultura digital no país como forma de encontrar seus pares, aqueles que dividiam os mesmos interesses em trabalhar com a rede. O problema, porém, é que o perfil dos profissionais que trabalham com a cultura da rede não é tão sisudo quanto um congresso acadêmico. Ele é dinâmico, embora bem sério em seu objetivo.

Esse é um dos motivos para que o Fórum de Cultura Digital, que aconteceu nos dois últimos anos  (2010 e 2009) e é organizado pela Casa de Cultura Digital, agora se chame Festival Internacional CulturaDigital.BR, que acontecerá entre os dias 2 e 4 de dezembro. Como diz o site, “a terceira edição (…)  emerge no cenário de massificação e apropriação das tecnologias por jovens realizadores com um perfil marcante: eles não se encaixam no que compreendemos sobre organizações e nem estão ligados a filiações ideológicas rígidas. Também estão muito mais preocupados com a prática e o processo, descrevendo e transformando a realidade.” Novos meios, novas estruturas, novos encontros.

O Festival, desde sua primeira edição, foi uma convergência entre pessoas que tinham uma preocupação latente com as políticas públicas referentes à cultura digital no Brasil, já que ele nasceu com essa proposta ligado ao Ministério da Cultura. Hoje, porém, ele quer continuar sendo um encontro, mas com um caráter mais descompromissado com o governo e mais ligado ao que os grupos e coletivos realmente estão desenvolvendo de inovador na área. Um dos motivos também é por neste ano o evento ser patrocinado pela Petrobras.

É um encontro entre pares, sejam eles brasileiros ou internacionais. Quer-se promover a troca de experiências em quatro estruturas:

1) Encontro de redes: apresentações de trabalhos de coletivos e grupos auto-organizados. Um meio de apresentar um grupo ao outro e promover a troca de experiências;

2) Mão na massa: local onde os desenvolvedores poderão demonstrar suas criações e ensinar outros a como usá-la ou montá-la. No ano passado, esta área foi muito interessante, inclusive com a demonstração da impressora 3D do hackerspace Garoa Hacker Clube;

3) Experiências: aqui, qualquer um pode falar e apresentar o que tem trabalhado em apenas 15 minutos. É o local expositivo de palestras mesmo, sendo possível até mostrar trabalhos acadêmicos com a emissão de certificado;

4) Visualidade: área mais artística, em que VJs, produtores audiovisuais ou quem mais tenha projetos na área possam expor suas experimentações, sempre focadas em inovação e extrapolar o meio utilizado.

Neste ano, outra modificação é a cidade que sediará o Festival. Saiu-se da Cinemateca Brasileira, em São Paulo, para abarcar em terras mais maravilhosas e ocupar o Museu de Arte  Moderna (MAM) e o Cine Odeon lá do Rio de Janeiro. Uma oportunidade para tirar um pouco a fixação por São Paulo e trazer este tipo de encontro para outras cidades brasileiras também.

Qualquer um pode enviar a sua experiência, projeto ou proposta de encontro para o evento. A chamada pública está aberta e receberá sugestões até o dia 30 de setembro. Já são quase 40 projetos inscritos, desde o Mapa da Cachaça (que já falei aqui) até utensílios criados em 1984 na Estônia e mandados para os tempos atuais por meio de uma viagem no tempo.

Se você não tiver propostas para mandar, tudo bem, participe apoiando os projetos que você mais gosta e ache que não pode faltar neste festival!

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