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Alar

Não lembro quando começou, mas elas apareceram quando eu ainda era pequeno. Grandes, brancas, cheias de pequenos detalhes. Eu morava no 16º andar de um prédio meio velho. Meu irmão me trancava entre a grade e o vidro da janela. E eu sentia o vento bater em seus vulcos como se as espriguiçasse. Ansiava pelo dia em que as grades deixariam de existir para que eu pudesse estreia-las. A estreia, porém, só veio quando eu estava na faculdade. Saltei do topo de um edifício na Paulista e pousei em rios de letras.

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