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Inatingível

A.A. me disse que eu era inatingível. K.K. tentou não ponderar muito, e avisou que eu deixava as pessoas em andares abaixo ao meu. R.D., ao meu lado, se sentia sozinha. S.P. não se importava com nada. Só queria se divertir. V.A., só em um momento de fragilidade, conseguiu me tocar; disse que eu tinha ficado tátil. E eu, por todos esses momentos, fiquei esperando que cada um se abrisse para mim, para me entregar. Não consegui atingir ninguém.

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